Tem momentos na vida que precisamos sair da nossa terra, aonde estamos acomodados e presos em cadeia, sair da zona de segurança do sofá e de nossos medos.
Desde pequeno tenho emoções transbordantes, a cada lugar que eu vou sinto algo diferente parece mais um espiritualista que aonde vai sente presença de espíritos, mais graças a Deus eu não tenho isso, pelo menos esta controlado até o momento.
Quando tinha uns quatro para cinco anos de idade ou um pouco mais que isso, saia agarrado na cintura de minha mãe, com olhos arregalados para tudo que passasse a poucos metros de minha visão, tinha curiosidade sobre tudo , queria pegar, chutar e algumas vezes colocar na boca, sempre tive vontade de andar pelo mundo de conhecer pessoas novas e lugares novos, queria sentir a brisa leve de um lugar desconhecido.
Hoje em dia saio bastante, não mais preso a cintura de minha mãe, mesmo ela querendo e pensando bem já faz tempo que não saio com ela, infelizmente não gosto de sair com parente, gosto de andar sozinho e agarrar tudo com os olhos sem ninguém falando comigo, adoro andar sem rumo e com a bússola desregulada, de colocar o dedo na boca e apontar ao céu e sentir os ventos soprarem a direção em que devo andar coisa de quem não faz nada da vida mesmo.
Digo sempre que um dos meus maiores sonhos é conhecer o nordeste e regiões geladas, gosto de amontoar cobertores e edredons na cama e depois fazer uma cabana; Uma das vezes que eu adorei de ter ido a Minas Gerais foi quando fui sozinho, nossa foi incrível, parar nos restaurantes e tirar fotos, conversar com o desconhecido e de sentir ventanias de outras regiões foi o marco em minha vida, na época eu tinha 18 anos mais ou menos, mas me senti um senhor viajante.
De acordo com pesquisas feitas sobre a mente humana, só damos descanso a ela quando vamos a lugares novos, quando escutamos o som de chuva, eu procuro sempre dar uma folga a minha mente lendo um livro bom e procurando quebrar a rotina, dando espaço ao novo conhecimento.
Não disse a ninguém o que irei começar a fazer, algo meio louco, iniciarei um passeio pela cidade de são Paulo, vou pegar o metro e ir até o final, tirar fotos e talvez criar novos textos de sentimentos momentâneos, observar outros povos, talvez engatar novas amizades. Tenho essa vontade desde criança, de chegar até aonde eu não cheguei ainda, isso poderá ser confundido com espírito de solidão, mas não é, isso é vontade de calçar o all star sujo e pegar a mochila encardida e atravessar Sampa em cima de um tapete voador.
Sair, correr e voar é o que preciso, SAIR de onde estou, CORRER com pés cansados e segurar novo fôlego e ter impulso para VOAR com asas da imaginação infinita e saber que o mundo é gigantesco, cheio de montanhas que possa ajudar-me a ver o sol das 5 da tarde, um sol laranja com vermelho e um pouco de amarelado ao redor.
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