domingo, 17 de abril de 2011

O Dia


Chegar na sexta-feira é como vencer uma guerra de anos, ter no pensamento que no dia seguinte irei acordar mais tarde, ficar de boa em casa, enrolando na cama e colocar os pés de molho pois trabalho  6 horas em pé, mais adoro o que faço.
Cheguei no trabalho, de costume escutando uma musica bem agitada, para o dia começar de alto astral, e fui direto para o meu armário e comecei a fazer a minha rotina antes de entrar para trabalhar, e nem pensava que o dia seria de “RAIOS E TROVÕES”,  após a rotina fico sempre batendo um papo com todos, alguns minutos antes do banco abrir( gosto de chegar cedo para entrar no clima da agencia) ai foi o primeiro baque do dia, os seguranças teve um desentendimento por motivo besta, e acabaram trocando palavras de alto calão, ai o meu equilíbrio interno foi estremecido, pois é chato trabalhar em um ambiente de briga.
Fui diretamente para fora, no auto-atendimento, a minha sala de estar publica, fiquei quieto lá, prestativo como sempre com os clientes, não demonstrando o clima de stress que se passava dentro daquela agencia, acho que se alguma pessoa espírita entrasse veria vários funcionários com  aura negra naquele dia. De costume adoro sempre entrar na agencia e fazer uma operação pente fino com os gerentes, com a pergunta:
_ Posso ajudar em alguma coisa?.Mas quando fui perguntar para a minha gestora, e nem percebi que ela naõ estava no seu melhor dia, e sem querer recebi um “Antonio Nunes Tcha!” (rsrsrsr), ai o que era tenso virou fobia, ai nem dei mais caras dentro da agencia, passei mesmo para almoçar.
Isso tudo foi só o começo, pois era meio-dia, até as 16 horas teve de tudo, desde o gerente brigando com cliente até o xaveco da tia da limpeza com a segurança perguntando pelo telefone se a segurança não queria DÁ! Pra ela ( srrsrsrsrsr), isso foi o humor negro do dia.
Tem dias em que quero tirar a gravata pegar a mochila encardida o bilhete único, e entrar no primeiro busão com destino a terra do nunca, o nunca mais voltar para o mundo.
Sou formado em RH, tive muitas aulas que eram como do tipo Manual de instrução para lidar com pessoas, como conversar, como ser proativo, acho que isso tudo foi uma porcaria, uma perda de tempo, pois sabemos que pra viver não existe uma cartilha.
Na realidade o ser humano é individualista, mas ninguém pensa que quando morremos precisaremos de  alguém que nos leve até o hospital, que nos de banho, que nos troque, para enterrar  e até para chorar e jogar as flores em cima do sepulcro para fazer um clima de perca.  
Mas a Sexta terminou com chave de ouro, fui jantar na casa luxuosa da chefa, isso sim foi um dia cheio, mas no final sempre acaba em pizza ou até mesmo na macarronada que a chefa mesmo fez. E lá todos que pra mim pareciam que tiveram um dia massacrante inclusive eu, enxerguei as mesmas  pessoas mas com outro semblante, ser profissional é saber dividir o profissional com o pessoal.
j****

Um comentário:

  1. Hoje eu curti o post hein leek ' :D

    dá pra escreveer um livro, só sobre agência !

    "... pra viver não existe uma cartilha "
    essa citação eu vou guardaar . rsrsrs


    Valeu manin, continuee escrevendo, e boa sorte

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