segunda-feira, 28 de março de 2011

Ele...


Hoje, quando acordei me deparei com um sentimento estranho. 
Na verdade, ele não era tão estranho assim. 
Acho que já o senti outras milhares de vezes...e em todas essas vezes, a tristeza era tão profunda e obscura, que cheguei a ouvir os gemidos apavorantes da minha alma...
Tudo o que consegui fazer no ápce da minha dor foi me agarrar ao banco do carro, respirar fundo e esconder a lágrima imbuída de medo que teimava a rolar pelo meu rosto..
Com o carro em movimento, o meu olhar se perdia no horizonte cinza que cobria aquela rodovia, que pelo mal cheiro só poderia ser a Marginal Tietê...
No rádio, tive que aturar mais uma vez aquela merda de programa chamado "A Hora do Ronco", em meio a tanta falta de bom senso até as buzinas soavam como música aos meus ouvidos..
Até que finalmente cheguei ao meu destino.
O beijo afetuoso deixado com carinho no rosto de alguém. 
A despedida de todos os dias e a duvida cruel que tem o poder de anular o efeito da morfina em meu corpo...
"...Será que estou a cavar minha própria sepultura? Ou "ele" esta realmente certo?..."


P....



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